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“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,
qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim!” - Chico Xavier

UERJ abre 2º Simpósio de Umbanda com encontro sobre meio ambiente

Hoje (28/11) o tema será intolerância religiosa com convidados reconhecidos na área
 
O Movimento Umbanda do Amanhã (MUDA)abriu nesta quinta-feira (27/11) o 2º Simpósio de Umbanda. A noite do primeiro encontro foi aberta com os hinos Nacional e da Umbanda, o segundo na voz de Tião Casemiro em coro com os presentes. Os convidados da noite elogiaram a iniciativa e enfatizaram o marco que este tipo de plenária está fazendo para as religiões de matriz africana e para sociedade que luta contra o preconceito e se preocupa com as questões ambientais e climáticas. Houve apresentação de balé afro com alunos e bailarinos do coreógrafo Charles Nelson.
 
O presidente do MUDA, Marco Xavier, abriu o encontro agradecendo a UERJ, os convidados e o público presente. "Nós estamos na luta pela nossa Umbanda. Ter esses nomes de peso aqui nos deixa muito felizes. Nós defendemos a natureza, que é a casa dos orixás. Não podemos entregar um presente que vá poluir o ambiente. Temos que respeitar a práticas das religiões. Mas não é confortável o filho de um de nós ou de um praticante de outra religião ser cortado com um vidro de alguma oferenda. Devemos ter uma prática sustentável", convidou os presentes. 
 
O deputado e ex-secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, falou sobre a importância de se manter o diálogo do Estado com os terreiros de Umbanda e Candomblé. "Durante a nossa gestão nós conversamos com diversos pais e mães de santo sobre o decálogo das oferendas. Um trabalho de união da educação ambiental com a religiosidade. Foi um caso bem sucedido. As pessoas perguntavam o que as religiões afro tinham a ver com ecologia. Eu respondia que os orixás estão ligados diretamente com essas questões", afirmou o ex-ministro do meio ambiente do governo Lula. 
 
Para a diretora do Instituto de Geografia da UERJ, professora Aureanice de Mello Correa, "Não podemos permitir que falem que a nossa prática polui e estraga a natureza. Ao contrário, nós protegemos a natureza. As religiões e matriz africana tem o direito à natureza, quando cultura e tradição se encontram propiciando o uso público religioso em unidade de conservação", defende. 
 
A coordenadora do projeto Relatório de Avaliação do Direito ao Meio Ambiente (RDMA) e professora de História, Carla Lopes, defendeu a aplicação de uma Agenda 21 local, o conceito de progresso seja com harmonia e equilíbrio, tendo em vista a qualidade e não só a quantidade do crescimento. "Nós precisamos entender que a sustentabilidade se opõe a tudo que sugere desequilíbrio. A cultura é um dos pilares fundamentais da educação ambiental. A cultura das religiões afro precisam ser contempladas. É preciso que a gente tenha isso em mente", explica. 
 
Segundo o professor do Departamento de Economia da PUC-RJ e ecologista, Sergio Besserman, "Nós sabemos que quando falamos em discriminação, quem mais sofre são as religiões de matriz africana. Estar aqui com vocês me enche de prazer, pois é preciso que fique claro que estamos perdendo a guerra".
 
" A junção das forças culturais e sociais que nos dão força para nos contrapor ao estado e exigir as mudanças necessárias, pois vivemos uma crise ecológica. É uma longa luta que temos pela frente", finaliza o comentarista de cidade da rádio CBN. 
 
O segundo dia do simpósio será hoje (28/11), às 18, no auditório da UERJ, com o tema: "Intolerância Religiosa. Como lidar com esse mal que parece não ter fim?". A mesa será composta pela vice-presidente do MUDA, Marilena  Mattos, pelo professor da Escola de Comunicação da UFRJ, Fernando Mansur, pela socióloga e assessora da coordenadoria de Direitos Humanos do Município do Rio, Flávia Pinto, pelo professor de História da Universidade Estácio de Sá, Rodrigo Rainha, e pelo advogado e fundador da Associação Nacional de Mídia Afro (ANMA), Márcio de Jagum. 
 

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